segunda-feira, 13 de setembro de 2010

APRENDENDO COM JÓ!

APRENDENDO COM JÓ
Jó é o maior exemplo de sofrimento e de paciência em meio a luta registrado nas escrituras sagradas. Imagino que o Senhor permitiu que este livro estivesse nas Escrituras para o nosso ensino e exortação no que diz respeito a estes assuntos. Tiago, apóstolo e irmão carnal do Senhor Jesus escreveu-nos em sua epístola dizendo: “E nós achamos que eles foram felizes por terem suportado o sofrimento. Vocês têm ouvido a respeito da paciência de Jó e sabem como no final Deus o abençoou. Porque o Senhor é cheio de bondade e de misericórdia.” (Tiago 5:11).
Acredito também que o livro de Jó foi escrito e sobreviveu através dos séculos porque, no momento de maior lucidês que ele teve em meio aquele sofrimento todo, antes de fazer a declaração profética que foi a chave de todo o desfecho da situação em que ele se encontrava; declaração que penetrou os céus e “virou o jogo” a seu favor. Antes dessa declaração poderosa ele diz: “Como gostaria que as minhas palavras fossem escritas, que fossem escritas num livro! Ou que com uma ponteira de ferro elas fossem gravadas para sempre no chumbo ou na pedra!” (Jó 19:23,24).

E foi exatamente isto que aconteceu, pois, o que ele declarou profeticamente após falar assim foi poderoso para mudar seu destino e ainda hoje é poderoso para mudar o nosso destino, pois a mesma foi escrita em um livro como ele desejou – no livro de Jó.
O livro de Jó começa assim: “Na terra de Uz morava um homem chamado Jó. Ele era bom e honesto, temia a Deus e procurava não fazer nada que fosse errado.”

Jó era bom, honesto, temia a Deus e se desviava do mal. Essas prerrogativas positivas foram atribuídas a ele pelo próprio Deus. Veja o verso 8: “Aí o Deus Eterno disse: -Você notou o meu servo Jó? No mundo inteiro não há ninguém tão bom e honesto como ele. Ele me teme e procura não fazer nada que seja errado.” (Jó 1:1,8).

Jó era íntegro, temente a Deus e se desviava do mal, mas, havia algo que ele não possuia e, essa coisa que ele não possuia o fez mergulhar num mar de sofrimento e tribulação, permitidos e gerenciados por Deus para que ele não fosse provado além de suas forças. Tribulações que, além de nos ensinar a ter paciência no meio da prova também nos leva a perguntar: porque tais tribulações foram necessárias? Ao descobrir o que faltava em Jó que o levou até lá descobrimos também como saimos de lá, ou até mesmo, como não irmos para lá – como não cair na tentação, na prova, na tribulação. Podemos não cair nelas; podemos sair delas; podemos nos alegrar nelas.
Deus não tem prazer no sofrimento dos seus filhos. Se um pai natural não se alegra no sofrimento do seu filho, muito menos o Pai Celestial. Em primeira de Pedro 1:6 lemos que: “SE NECESSÁRIO sejais contristados por vários provações…” ou seja, a expressão “se necessário” neste texto deixa claro que somente seremos contristados por várias provações se não conseguirmos receber a instrução e a direção de Deus de outra maneira. Este texto deixa claro que o desejo do Eterno não o de nos atribular, e, sim, de nos ensinar. Se fosse ao contrário o Senhor Jesus não teria nos ensinado a orar: “não nos deixes cair em tentação…”. A tentação, a provação, a tribulação existem, mas, você não precisa necessariamente cair nela, pelo contrário: “livra-nos, ó Deus…”. Normalmente quando andamos por uma rua ou estrada naturalmente nos desviamos dos buracos – é instintivo.
Se pudéssemos estabelecer uma ordem, primeiro vem a tentação, depois a provação e por fim a tribulação. Com a permissão de Deus o diabo tenta, Deus prova, e depois somos atribulados para separarmos o que é palha e o que é trigo. O tribulum era uma instrumento usado para separar a palha do trigo.

tribulum - usado para separar o trigo da palha.
No capítulo 42:5 de Jó podemos entender o que faltava na vida de Jó que o levou a passar por tudo aquilo. No fundo o objetivo de Deus era fazer com que ele adquirisse o que lhe faltava. Veja o texto bíblico: “Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos.”

Veja bem, Jó era homem íntegro, temente Deus e que se desviava do mal, porém não conhecia a Deus pessoalmente. Ele servia um Deus de quem ele tinha ouvido falar e o fazia de forma zelosa, porém, o Senhor Deus, o Eterno deseja mais do que servos – Eles nos quer como amigos. Ele deseja se revelar a mim e a você a cada dia. A Bíblia diz que o Senhor Deus se encontrava com Adão no jardim do Éden todos os dias na viração do dia (Gênesis 3:8). A Bíblia diz que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã… Você não pode pensar na misericórdia de Deus sem pensar na presença do Deus misericordioso. É como se ele nos trouxesse uma dose gostosa de misericórdia no café da manhã. Então, Jó servia a Deus, porém, não conhecia a Deus. E isso fez com que Deus permitisse a tentação, a prova, a tribulação somente para que ele chegasse a este ponto: “hoje os meus olhos te vêm.” Dentro do coração de cada crente deve existir este clamor: “eu preciso te ver, Senhor.”
De acordo com a palavra de Deus a fé cristã está fundamentada sobre três pilares que estão descritos em 1 Coríntios 15:1-8, 11: “Agora, irmãos e irmãs, quero que lembrem do evangelho que eu anunciei a vocês, o qual vocês aceitaram e no qual continuam firmes. A mensagem que anunciei a vocês é o evangelho, por meio do qual vocês são salvos, se continuarem firmes nele. A não ser que não tenha adiantado nada vocês crerem nele. Eu passei para vocês o ensinamento que recebi e que é da mais alta importância: Cristo morreu pelos nossos pecados, como está escrito nas Escrituras Sagradas; ele foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, como está escrito nas Escrituras; e apareceu a Pedro e depois aos doze apóstolos. Depois apareceu, de uma só vez, a mais de quinhentos seguidores, dos quais a maior parte ainda vive, mas alguns já morreram. Em seguida apareceu a Tiago e, mais tarde, a todos os apóstolos. Por último, depois de todos, ele apareceu também a mim, como para alguém nascido fora de tempo… Assim, não importa se a mensagem foi entregue por mim ou se foi entregue por eles; o importante é que foi isso que todos nós anunciamos, e foi nisso que vocês creram.”

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